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27/11/2011

HISTORIA:
Os membros são cristãos mas segundo Tim Lambesis nem todas as músicas falam sobre a temática cristã, pois abordam também experiências pessoais. As músicas revelam de forma culta as batalhas que vivem como cristãos. A banda foi formada em2000, em San DiegoCalifórnia. Logo após sua formação, a banda assinou com a gravadora Pluto Records e liberou seu primeiro álbum, "Beneath the Encasing of Ashes" em junho de 2001.
Em 2002, a banda gravou as músicas adicionais para o cd Split "As I Lay Dying/American Tragedy", lançado também pela Pluto Records. Depois de terem aumentado a popularidade, a banda assinou contrato com a Metal Blade Records em2003.
Em julho de 2003, lançaram o segundo álbum full-length da banda, "Frail Words Collapse". Sua turnê foi com bandas como: Himsa, Shadows Fall, The Black Dahlia Murder, By Nightfall, entre outras. Em junho de 2005, a banda lançou seu terceiro álbum "Shadows Are Security". Com ele conseguiram a participação no segundo palco do Ozzfest 2005.
Em maio de 2006 ambos os cds: "Beneath the Encasing of Ashes" (gravado dois meses depois que a banda entrou na Pluto Records) e o split "As I Lay Dying/American Tragedy", foram regravados e re-lançados em um CD, denominado "A Long March: The First Recordings". O álbum contém as músicas originais e as re-gravações do split e do EP.
Em 2009 fizeram seus primeiros shows no Brasil, nas cidades de Curitiba e São Paulo, pelo disco "An Ocean Between Us", além de tocarem também na Argentina, no Chile e na Colômbia, como sequëncia da "South American Tour 2009".
Em 2010 a banda lançou o álbum "The Powerless Rise", que já era esperado pelos fãs. O CD traz músicas bem trabalhadas, sem sair do estilo original da banda. As principais canções são The PlagueParallels e Anodyne Sea.
Atualmente a banda As I Lay Dying, tem o reconhecimento no estilo metalcore, e é considerada uma das melhores bandas do gênero.
A banda é formada por cristãos. As letras demonstram, de maneira culta, as batalhas, os problemas e suas perspectivas como cristãos, porém, segundo Tim Lambesis, nem todas as letras se encaixam plenamente dentro do contexto da sua crença no cristianismo, pois também estão relacionadas à experiências pessoais.
Aquilo que começou como uma despretenciosa banda cristã de garagem tornou-se um verdadeiro "monster of rock" com shows concorridos onde se vê perambulando pelo backstage gente como Zack Wilde e Rob Halford, assim como tantas outra bandas que saíram da obscuridade para o brilho do reconhecimento público. O que chama a atenção para a banda é justamente o fato deles alardearem abertamente sua ideologia de vida, ou seja, o cristianismo.
A mensagem embutida em suas letras, em sua maioria do vocalista Tim Lambesis, não faz apologia de religião, mas incita as pessoas a pensarem no cerne da mensagem do Evangelho como resposta para as dores existenciais. Isso passa longe da resposta religiosa, mas algo prático que pode ser vivido dia a dia, sem as cobranças e culpas do cabresto do discurso religioso. De fato, as letras de Lambesis são do tipo "cabeça" e induzem à reflexão sobre a origem das "dores" da alma humana e dos desvios da sociedade e muitas delas realmente dariam um "nó" mental no religioso de plantão. Isso, juntamente com a comprovada competência da banda para golpear os ouvidos dos fanáticos por som extremo, fazem da banda um dos maiores conceitos do cenário. AILD é, sem dúvida, uma das bandas que mais trabalha no metal contemporâneo e isso deu muito crédito aos seus cinco álbuns de estúdio e sua indicação ao Grammy 2007 por "Melhor Performance Metal" pela sua canção "Nothing Left" do álbum An Ocean Between Us .
INTEGRANTES:

Atuais membros

26/11/2011

PINK FLOYD


Em 1966 o rock and roll já não era mais o mesmo da década de 50. As músicas descompromissadas, arranjos simples e letras bobas sobre amor, garotas e carros estavam dando lugar a algo mais elaborado.
Os Beatles já haviam abandonado as baladinhas adolescente e compunham trilhas sonoras para viagens de ácido. No auge do verão do amor as letras políticas de Bob Dylan eram os lemas da campanha contra a guerra do Vietnã e faziam parecer irresponsável a música executada apenas com propósito de diversão. As letras românticas dos primeiros tempos começavam a dar lugar ao lema sexo,drogas e rock and roll.
Neste cenário de mudanças rápidas começou a surgir o movimento chamado de rock progressivo (ou progressista), marcado por letras profundas, músicas relacionadas entre si, arranjos complexos, instrumentos exóticos e acima de tudo muito experimentalismo. O que mais caracterizava o rock progressivo era a tentativa de não se prender a nenhum estilo ou regra predeterminado. Há controvérsias sobre qual teria sido o marco inicial do movimento progressivo. Alguns afirmam terem sido os Beatles, com o disco Sgt Peppers, os primeiros a abordarem o rock como algo mais além de simples diversão. A maioria, porém, aponta o Pink Floyd, com seu álbum Piper at Gates Of Dawn como o precursor do movimento.
O embrião do que viria a ser uma das mais influentes bandas da história foi o grupo Sigma 6, formado por Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, na época alunos da Faculdade de Arquitetura de Cambridge. Como é comum a toda banda iniciante, o estilo ainda não era definido, variando do rock ao folk, e as mudanças de formação eram constantes, assim como as mudanças no nome da banda (Abdabs e T-Sets). A grande virada da banda ocorreu quando se juntou a ela Roger "Syd" Barret, que havia estudado com Roger Waters na Cambridge High Scholl. Foi de Barrett a idéia do nome Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd (o nome era uma homenagem aos blues-men Pink Anderson e Floyd Council, influências de Syd).
Syd Barrett era muito mais do que apenas músico. Movido por inspiração e LSD Syd era compositor, poeta, pintor e artista performático. Planejados e comandados por ele os shows do Pink Floyd eram muito mais do que apenas espetáculos sonoros. Usando truques simples de luz e projeção de slides o Pink Floyd  tentava reproduzir em palco os efeitos de viagens de ácido e segundo muitos conseguia. Os shows iniciais dirigidos a um público underground composto de poetas e ativistas políticos rapidamente chamou a atenção da indústria musical. O Pink Floyd ajudava a inaugurar o rock experimental e cunhava o termo psicodelismo para definir o seu estilo de música.
O grupo é logo contratado por uma pequena gravadora, a Thompson Records, e grava um single com as músicas Lucy Leaves e I'm a King Bee, que teve uma excelente aceitação. Os apreciadores do Floyd não eram mais apenas fãs de sua música e passavam aos poucos a ser como que seguidores de uma doutrina, seguindo a banda aonde quer que ela fosse. A EMI, que havia a poucos meses classificado o trabalho da banda de "experimental demais", rapidamente os contratou. A banda começou no estúdio Abbey Road a gravação de seu primeiro álbum. Curiosamente, no mesmo estúdio e na mesma época os Beatles gravavam o disco Sgt Peppers. Nos corredores do estúdio foram compartilhadas drogas e opiniões musicais. Os discos resultantes, Sgt Peppers, dos Beatles, e The Pipers At Gates of Dawn, disputam entre si o título de marco da estréia do rock como obra de arte.
O sucesso do disco de estréia é atribuido principalmente à mente genial de Syd Barret, responsável pelos arranjos de estrutura indefinida, cheio de nuances e completamente imprevisíveis. A linha que limitava a genialidade e a loucura de Syd Barrett porém se tornava mais tênue a cada momento. Problemas mentais provenientes de uma infância conturbada se agravaram em virtude do uso excessivo de alucinógenos e Syd Barrett começou a apresentar um comportamento algumas vezes esquizofrênico e algumas vezes alienado. A situação se agravou até o ponto em que Syd Barret não conseguia mais tocar ou compor e se limitava no palco a tocar um único acorde e olhar para um ponto perdido no espaço. Foi convidado para preencher o espaço na banda o vocalista e guitarrista David Gilmour, antigo companheiro de escola de Roger Waters e Syd Barret.
Com Syd Barrett ainda oficialmente na banda embora não mais participasse dela ativamente, foi lançado o álbum Saucerful of Secrets. Ao contrário do que se podia esperar, apesar de não contar com a participação integral de seu criador e principal articulador, o Pink Floyd se sai muito bem. Aos poucos Syd Barrett é deixado de lado até ser definitivamente desligado da banda. Esquecido, Syd levou desde então uma vida comum, morando com a mãe e se dedicando a hobies como pintura e jardinagem.
O prestígio da banda cresce nos anos seguintes com os discos Ummagumma, Atom Heart Mother e Meddle, além das trilhas sonoras para dois filmes, More e Obscured By Clouds. O comando da banda havia sido assumido aos poucos com maestria por David Gilmour, que dividia com Roger Waters a responsabilidade de compor as músicas da banda.
Em 1973 a banda grava Dark Side Of The Moon, um dos álbuns mais bem sucedidos da história, que viria a permanecer mais de 20 anos entre os mais vendidos. Com este disco o Pink Floyd  prova definitivamente que não dependia apenas do gênio de Syd Barrett e supera em todos os aspectos a obra prima que foi o primeiro disco. A EMI chegou a construir fábricas para fabricar exclusivamente este disco, que marca uma fase de trabalho conjunto e harmonia entre os membros da banda.
Segue-se Wish You Were Here, um trabalho conceitual e um verdadeiro tributo a Syd Barret. O tema da ausência é o pretexto para indiretamente homenagear e analisar o gênio louco. Curiosamente durante as gravações deste disco Syd Barret compareceu ao estúdio, gordo, sujo e careca, com uma imagem tão degenerada que custou a ser reconhecido pelos companheiros.
Animals, de 1977, inaugura a fase de protesto político-social da banda e também marca o início de um predomínio de Roger Waters sobre os outros músicos. O disco é baseado na peça teatral "A Revolução dos Bichos" de George Orwell e retrata as contradições e injustiças da sociedade capitalista.
Durante as gravações de The Wall surgem os primeiros atritos entre os membros, com Roger Waters tomando para si o controle da banda. The Wall era um tratado sobre a solidão e sobre o poder esmagador do sucesso, mas era antes de tudo uma auto-biografia do que Roger Waters se supunha ser. A obra, logo tachada de ópera-rock, seria lançada também em forma de filme.
Com o álbum The Final Cut agravam-se os problemas de relacionamento entre os membros, com Roger Waters tendo despedido Rick Wright e relegado os outros componentes da banda a pouco mais do que músicos de estúdio. Waters compôs o conceito e praticamente a totalidade das músicas, além de ter sido o responsável por todos os vocais. O álbum na realidade deveria ser um trabalho solo, mas a gravadora achou que seria mais lucrativo lança-lo como trabalho da banda.
Brigas entre os componentes restantes levaram Roger Waters em 1986 a anunciar o fim do Pink Floyd. Seguiu-se uma longa batalha judicial entre os advogados de Roger Waters e David Gilmour. A justiça decidiu que o nome da banda não pertencia a Roger Waters. Rick Wright foi trazido de volta e em 1987 foi lançado A Momentary Lapse Of Reason. Segue-se o segundo disco ao vivo da banda, Delicate Sound Of Thunder (lembrando que um dos discos Ummagumma era ao vivo)
Em 1994, num clima de volta triunfal, após alguns anos sem gravar e sem se apresentar ao vivo, a banda volta com The Divison Bell, disco que teve excelente aceitação por parte da crítica e do público. Pouco mais tarde, em 1995 é lançado Pulse, uma outra gravação ao vivo.
Is There Anybody Out There, é lançado no final de 1999, e se trata de mais um disco ao vivo, que apesar dos boatos de serem da mais recente tournê, segundo David Gilmour, é na verdade, da tournê do The Wall, gravado entre 1980/1981.
Após anos sem material novo de estúdio, o Pink Floyd 'some', deixando em aberto uma possível volta que seria aguardada por muito tempo, várias vezes anunciada mas nunca concretizada.


Em 2005, para delírio de milhares de fãs ao redor do mundo, o Pink Floyd volta a tocar ao vivo e com sua formação original (exceto Syd Barret). O show se deu, juntamente com os de muitos outros artistas, em Londres na Inglaterra, em prol da absolvição da dívida externa dos países pobres da Africa, no festival chamado "Live Aid 8", organizado pelo amigo particular de Roger e David, Bob Geldof. A banda tocou clássicos como "Wish You Where Here", "Money", "Confortably Numb" e outras. David Gilmor e Roger Waters mal trocarem olhares durante as músicas.

TORTURE SQUAD


O Torture Squad está na ativa já a um bom tempo, precisamente desde o início de 1990. O fundador da banda foi Cristiano Fusco (Guitarra) seguido por seu irmão Marcelo Fusco (Bateria) e Marcelo Dirceu (Vocal/Baixo) formando assim um Power-Trio que faziam um som thrash misturado a crossover (estilo de bandas como DRI).
Após alguns anos, precisamente em 1993, por motivos por mim desconhecidos, ambos os Marcelos saíram da banda, assim propiciando a entrada de Vitor Rodrigues assumindo os vocais, Amílcar Christofaro (Bateria), Castor (Baixo) e mais um guitarrista, Fulvio Pelli.
Um pouco depois de firmarem essa formação eles lançam a Demo Tape "A Soul In Hell" cujo som teve forte modificação adotando o estilo Thrash/Death.
Logo depois de soltarem a DT, Fulvio deixou a banda e eles então concordaram em tocar com apenas uma guitarra.
Por alguns anos o TORTURE batalhou muito fazendo diversos shows pelo Brasil e somente em 1998 depois de muitos problemas lançaram independemente seu primeiro play intitulado "Shivering" com as quatro músicas da DT anterior e três músicas inéditas.
Antes de se esgotarem as cópias prensadas, uma gravadora ate então nova chamada Destroyer Records seinteressou pelo trabalho deles e resolveu relançar o CD.
A partir dessa parceria o TORTURE começa a compor novo trabalho, e no final de 1999 é lançado o segundo play da banda intitulado "Asylum Of Shadows", um álbum excelente que recebe muitas criticas positivas, alem de ser o cd que começou a abrir "portas" para eles, a agenda de shows aumentaram consideravelmente e em outubro fizeram uma Tour pela Alemanha com a banda alemã Grin.
Já bem conhecidos, são chamados para participar do projeto "Willian Shakespeare´s Hamlet" feito pela Die Hard Records onde reuniam varias bandas do cenário Underground nacional. O TORTURE participou com a música "Mandate For Freedom".
Cada vez mais evidentes no cenário no final de 2001 eles lançam seu terceiro play intitulado "The Unholy Spell", que sem dúvida colocou o TORTURE como a principal banda de metal extremo ao lado do KRISIUN. O CD fez um sucesso brutal (em termos de Underground, claro) e muitos o consideram um dos melhores CD´s de Death Metal já feitos.
Em 2002 o TORTURE participou de grandes festivais. Foram mostrar seu som no Musikaos da TV Cultura, além de saírem com a turnê chamada "The Unholy Legion" onde tocaram por muitos lugares do Brasil.
Mas no mesmo ano eles sofrem uma baixa; Cristiano, o fundador da banda por motivos de outros projetos onde queria seguir acaba deixando o TORTURE, uma grande perda mas que não os abalou. Para o lugar do Cristiano eles chamam Mauricio Nogueira (Ex- Krisiun e In Hell), já um velho amigo. Mauricio participa de alguns shows com o Torture já antes de começarem a trabalhar em seu quarto CD.
Outras mudanças acontecem, dentre elas a gravadora. Por conta de alguns problemas acabam deixando a Destroyer Records, assinam com a Hate Storm, e por causa de novos problemas, acabam assinando com a Mutilation Records, onde teriam mais divulgação.
Entram em estúdio para a gravação do CD e em junho de 2003 lançam seu quarto play intitulado "Pandemonium", logo seguido por uma tour nacional.
Vale a pena conferir cada play desta que é sem duvida uma das melhores e mais reconhecidas bandas do cenário Underground!

SYSTEM OF A DOWN


"System of a Down". Um nome cada vez mais forte e ouvido. Ainda desconhecido do grande público pelas plagas brazucas, mas em vias de ser cultuado por americanos e europeus. Uma banda de som inclassificável, jogada nas prateleiras do tal Nu Metal (o que chega a ser ofensivo à competência do quarteto).
Banda moderna, da era da MTV, onde o som se mistura ao visual, e dessa sopa se faz um caldeirão de idéias esquisitas, inovadoras, espantosas, com uns barulhinhos eventualmente confundidos com algum defeito no disco ou no aparelho de som. Com três discos (e um E.P., além de singles) lançados, e sem deixar a peteca cair, a banda cai de boca na mídia e suscita interessantes discussões sobre sua verdadeira natureza. A esquisitice esquizofróide dá a tônica dessa história, que guarda certa semelhança com outra banda difícil de rotular: Faith No More, do carismático vocalista Mike Patton. E carisma é o que não falta ao SOAD! A presença de palco do quarteto é simplesmente fantástica, e as músicas são devidamente encenadas! Músicos, atores, artistas. Extremamente pesada quando quer, lindamente melódica do jeito que o rock gosta, uma banda americana com pitadas da Armênia, já que seus integrantes são originários daquele país. Integrada por:
Serj Tankian nos vocais (e teclados), nascido em 21/08/1967;
Daron Malakian na guitarra (e segundo vocalista), de 18/06/1975;
Shavo Odadjian no baixo (22/04/1974);
John Dolmayan na bateria (15/07/1973).
Quatro figuraças cheios de caras e bocas de rolar de rir. Lançaram os discos: System of a Down (1998), Sugar E.P (1998, com apenas sete faixas, entre versões ao vivo e versões variadas do mesmo tema), Toxicity (2001), e Steal This Album (2002), além de alguns singles.
Afora a sonoridade, destacam-se as letras, inteligentes e politizadas. Por conta desse poderoso lado punk (mais para Bad Religion que Ramones), o clip da música "Boom!", que sacaneia Bush, Saddam e cia., foi até proibido na MTV européia. Patético...
Tá, mas como surgiu a banda??? Em 1993, o vocalista Tankian, então um vendedor de softwares na cidade de Los Angeles, conhece Malakian, num estúdio, durante um ensaio. Ambos músicos, ambos de origem armênia, ambos com idéias políticas semelhantes. Enfim, nada como começar uma nova banda! Surgiu assim a "Soil", contando ainda com Odadjian como o "manager" e baixista da banda, e tendo o baterista Andranik "Andy" Khatchadurian, substituído por Dolmayan em 1995, ano em que Shavo se fixou como baixista permanente, deixando a posição de manager. Dessa forma, estava composto o grupo tal como o conhecemos hoje. Um grande mistério é o nome: Por que System of a Down, Tankian? "Vem de um poema do nosso guitarrista, Daron, chamado Victims Of A Down", explica Serj. "Ele trouxe-nos o poema, e System foi escolhido como uma palavra melhor e mais forte. O nome da banda significa um buraco cheio de gente que não é nada mais nada menos que a nossa sociedade." Serj, agora, pede às pessoas para "tirar o significado do nosso próprio nome. Significa diferentes coisas para pessoas diferentes. É essa a sua beleza. É como pintar um quadro na parede e perguntar 'O que acha?' É muito diferente a níveis pessoais e políticos. É de livre interpretação."
Há de se destacar a competência do vocalista. Além de frontman carismático, ele alterna vocais melódicos e guturais, gritados e melódicos, engraçados e soturnos, com absurda facilidade, consagrando-se tranqüilamente como um dos melhores vocalistas de rock da atualidade. Mais uma semelhança com Mike Patton... e, se o FNM coverizou o Sabbath, tocando War Pigs ao vivo, em versão antológica, o SOAD também tem em seu currículo uma releitura sabática. É Snowblind, numa versão esquizofrênica e criativa. Descontrução e reconstrução do clássico da banda que inventou o Heavy Metal.
Quanto aos trabalhos em si, a banda mantém coerência, lançando ótimos discos, sem grandes distorções de um para o outro, no que se refere à qualidade dos trabalhos. Malakian, de sua juventude, curtia Randy Rhoads e Eddie Van Halen, mas cita gente como Jerry Garcia, Carlos Santana, Jimmy Page e The Edge, como músicos que usam poucas notas para dizer muito, e confessa que muito de sua musicalidade recebe influência dos solos melódicos, com estilo árabe, de Dave Murray e Adrian Smith, guitarristas do Iron Maiden.
Defensores dos armênios (povo vítima de genocídio cometido pela Turquia, em 1915), e pouco tolerantes a guerras e violência, explodem em fúria contra os matadores legitimados pela política canhestra e demente que domina o mundo, e mesmo os Estados Unidos. Muitas das letras dizem respeito à violência política e moral de nosso tempo. Além de densas e tensas, as letras são, por vezes, de entendimento difícil, visto que não são escritas de forma tão direta quanto uma música punk tradicional, por exemplo. Mas é possível perceber a escória da sociedade em cada linha. “Humanos em todo lugar / enlatados, pessoas clichês não conseguem ousar”, sobre apatia (CUBErt); “Genocídio de uma raça inteira / levando embora todo o nosso orgulho”, obviamente sobre a Armênia (P.L.U.C.K.); “Batalhões de policiais revoltados / com beijos de balas de borracha / bastão de cortesia / serviço com sorriso”, ironizando a polícia em Deer Dance, além da já clássica “Boom!” (“Toda a vez que você solta a bomba / você mata seu Deus, seu filho nasce”), entre outras, de temáticas diversas, não se atendo apenas às guerras, claro.
Resumo da ópera: banda realmente criativa e inovadora, só de dez em dez anos. Aproveitem, pois o momento é mesmo do SOAD, um grupo que vale a pena conhecer, e que trabalha também algo que anda meio perdido no mundo do rock, hoje: contestação, preocupação social, de forma bem feita, não como mero repetidor de tendências já um tanto ultrapassadas. Metal, punk, melódica, cênica, política, sarrista.

DIMMU BORGIR



Dimmu Borgir é hoje uma das principais bandas de metal (black metal, para ser mais exato) do planeta. O nome da banda vem da palavra norueguesa Dimmuborgir, que significa "castelo negro", e é também o nome de uma formação rochosa resultante de antigas atividades vulcânicas em uma região perto do lago Myvatn, na Islândia.
A história do Dimmu Borgir começa em 1993, na Noruega, país de origem dos fundadores da banda. São eles: Shagrath (vocalista, baterista e guitarrista), Silenoz (guitarrista e vocalista) e Tjodalv (guitarrista). Logo depois, o baixista Brynjar Tristan e o tecladista Stian Aarstad se juntam a eles. Guitarras pesadas e com belos riffs, vocais cortantes e agressivos, e teclados com muita melodia e clima são os destaques do grupo. É impressionante a atmosfera que esses elementos combinados são capazes de criar, o que torna a audição de um álbum da banda uma experiência realmente notável. E apenas tendo essa experiência, o leitor terá idéia do impacto do som da banda – descrever esse impacto com palavras é realmente muito difícil.
O primeiro lançamento da banda foi um EP chamado "Inn I Evighetens Morke", que saiu em 1994 pela Necromantic Gallery Productions. Este EP fez muito sucesso no meio mais underground europeu, permanecendo, porém, pouco conhecido do grande público apreciador de metal. Esse sucesso relativo lhes rendeu um contrato com o selo No Colour Records, e por esta gravadora lançaram, no final de 1994, o disco "For All Tid". O line-up da banda nesse época era: Shagrath (bateria e vocais), Silenoz (guitarra e vocais), Tjodalv (guitarra), Tristan (baixo) e Aarstad (teclado e sintetizadores). O disco conta ainda com algumas participações especiais de artistas influentes no cenário metálico europeu. O sucesso da banda vai aos poucos aumentando, e o Dimmu Borgir vai deixando de ser conhecido apenas no círculo underground, para se tornar uma das mais promissoras bandas de black metal do mundo.
Em 1996, lançam seu segundo álbum (sem contar o EP) intitulado "Stormblast". A exemplo dos anteriores, é um excelente disco, que faz com que o Dimmu Borgir seja então reconhecido como uma das melhores bandas de black metal do mundo. Esse disco foi lançado por um outro selo, a Cacophonus Records. As músicas desse álbum mostram um Dimmu Borgir cada vez mais maduro, agressivo e melodioso. Ou seja, as virtudes que desde o começo os caracterizavam estavam cada vez mais impressionantes e, principalmente, cada vez mais harmoniosas entre si. O line-up do grupo ainda era o mesmo, com a diferença de que Shagrath agora se ocupava apenas dos vocais e guitarras, tendo a bateria ficado a cargo de Tjodalv.
Depois de uma nova troca de selo (agora Hot Records), ainda em 1996, o grupo lança o mini-álbum "Devil’s Path". A grande mudança é que agora a banda escreve suas letras em inglês, com o objetivo de atingir um público ainda maior. São apenas 4 faixas, com destaque para a que dá o título ao disco. Nesse álbum, temos duas mudanças no line-up: Aarstad não foi o responsável pelos teclados pois estava envolvido em problemas particulares (Shagrath tocou os teclados), e o baixista Nagash integra a banda, no lugar de Tristan.
Em 1997, o Dimmu Borgir assina com a Nuclear Blast, um dos principais selos de metal do mundo, e onde eles teriam a divulgação e distribuição que seus discos mereciam. Nesse mesmo ano, lançam o incrível disco "Enthrone Darkness Triumphant". A grande diferença para os discos anteriores é a belíssima produção, que ficou a cargo de Peter Tagtren (Hypocrisy, The Abyss). Não que os outros álbuns fossem mal produzidos, mas a diferença entre estes e "Enthrone..." é inegável. O som do grupo está cada vez melhor (apesar de que alguns fãs mais radicais dizerem que a banda não é mais a mesma, que amaciou o som para vender mais, etc.), e nesse disco os noruegueses nos brindam com canções avassaladores como "A Succubus in Rapture", "Mourning Palace" e a impressionante "In Death’s Embrace". A curiosidade deste álbum é que a Nuclear Blast se negou a colocar a letra da música "Tormentor of the Christians Souls" no encarte dos discos. Sobre o line-up deste álbum, a diferença é que Aarstrad estava de volta aos teclados e que um novo guitarrista havia sido adicionado – o australiano Astennu – deixando, assim, Shagrath se dedicar apenas ao vocal da banda. Essa última mudança, na época, dizia respeito apenas às apresentações ao vivo. Isso já havia acontecido antes: o guitarrista Jens Petter já tinha ajudado o Dimmu em seus shows na época do disco "Stormblast". Astennu tocaria depois no "Covenant", e atualmente é membro permanente doDimmu Borgir. Depois da turnê do álbum "Enthrone Darkness Triumphant", Tjodalv deixa a banda temporariamente (Agressor o substitui) para se dedicar um pouco à família (ele havia acabado de ganhar um filho) e Aarstad foi afastado após alguns problemas com os outros membros do conjunto. Ele passou a ser o tecladista da também norueguesa Enthral, enquanto que a nova tecladista do Dimmu Borgir passou a ser Kimberly Goss (ex-Therion). Goss também não ficou muito tempo, e em seu lugar entrou o jovem Mustis.
Em 1998, a Nuclear Blast relança o disco "For All Tid", com duas músicas bônus (vindas da primeira gravação da banda, o EP "Inn I Evighetens Morke"). Ainda em 1998, a banda lança o disco "Godless Savage Garden". Esse disco possui duas músicas inéditas, duas novas versões de músicas de álbuns anteriores, uma versão cover da música "Metal Heart", do Accept, e três músicas gravadas ao vivo.
Continuando, em 1998 a banda volta ao estúdio para gravar mais um álbum. Com a produção novamente a cargo de Peter Tagtren, "Spiritual Black Dimensions" é lançado em março de 1999. É mais um álbum maravilhoso, com o qual a banda confirma cada vez mais ser uma das melhores bandas de metal do mundo. Musti substitui muito bem Aarstrad, contribuindo com suas belas linhas de teclado. Após a gravação do álbum, Nagash resolve deixar o Dimmu Borgir para se dedicar exclusivamente à sua outra banda, o Covenant. O vocalista e baixista Simen Hestnaes, que também havia participado da gravação de "Black Spiritual Dimensions", é efetivado como membro do grupo. Pouco tempo depois, Tjodalv também deixa o Dimmu, alegando ter diferenças pessoais e profissionais com seus companheiros. Em seu lugar entra Nick Barker (ex-Cradle of Filth).
Em 2003 é lançado o "Death Cult Armageddon". E no início de 2004 Nick Baker é demitido da banda. Nick foi avisado de sua saída na segunda semana de janeiro, mas a notícia foi dada oficialmente em 10 de fevereiro. O baterista Reno substituiu Nick na tour, inclusive nos shows do Brasil, sendo logo depois substituido por um outro baterista provisório, Tony Laureano.
Ainda em 2004 Shagrath anuncia que a banda tirará férias de pelo menos dois anos longe dos palcos.

SLIPKNOT




No final dos anos 90, após nove moradores da cidade de Des Moines, capital do estado de Iowa, se encontrarem, surge a banda Slipknot.
Com influências de Black SabbathSlayer e Sepultura, a banda pegou carona no estouro das bandas de Nu-Metal pós-Korn, e ganhando destaque, devido a incrível capacidade musical e também a aparência dos integrantes, trajados de máscaras horripilantes (críticos achavam a aparência da banda ridícula) e macacões industriais.
Outra marca da banda desde o início, é ter dado o “carinhoso” apelido de maggots aos fãs.
As letras da banda sempre foram niilistas, sombrias, raivosas e melancólicas, o que caiu como uma luva no mercado musical da época.
Pronto! O fenômeno Slipknot surgia!
Com seu nascimento em 1995, na já citada cidade de Des Moines, a banda conta com: Sid Wilson, DJ (número 0), Joey Jordison, bateria (número 1), Paul Grey, baixo (número 2), Chris Fehn, percussão (número 3), James Root, guitarra (número 4), Craig Jones, programador (número 5), Shawn “Clown” Crahan, percussão (número 6), Mick Thompson, guitarra (número 7) e o vocalista, Corey Taylor (número 8). A banda lançou seu primeiro trabalho em 1996, o tão cobiçado por todos os maggots do mundo: Mate.Feed.Kill.Repeat, raríssimo nos dias de hoje, graças a sua reduzida prensagem. Como o cenário musical de Des Moines era altamente monótono, a banda começou a ganhar uma certa fama na área. Após o interesse de algumas gravadoras, os caras acabaram tendo seu primeiro álbum distribuído por uma gravadora independente do estado de Nebraska chamada -ismist, com isso trazendo a atenção da major Roadrunner Records, que acabou por contratá-los e até hoje distribui os álbuns da banda.
O primeiro álbum na Roadrunner é o ótimo Slipknot, que elevou a banda a um novo patamar, onde somente bandas grandes estão. Produzido por Ross Robinson, este cd é considerado por muitos, um dos melhores na área do Metal e do Rock pesado em geral. Após o lançamento, a banda fez shows incessantemente para conseguir arrebatar mais “maggots”. Este número grande de shows culminou na apresentação do grupo no Summer Ozzfest, onde tocaram para um numero bem maior de pessoas e conseguiram um grande número de fãs. Por falar em shows, os do Slipknot causaram e ainda causam furor, graças a energia forte que a banda imprime no palco e as “bizarrices” dos caras! Sem contar que musicalmente todos os integrantes são muito bons, acima da média.
Com o tocar nas rádios dos singles “Wait And Bleed” e “Spit It out”, o grupo ganhou ainda mais espaço na mídia, porém o sucesso do Slipknot aconteceu em maior parte devido à boca-a-boca e a grande quantidade de shows. E na primavera americana de 2000, o álbum Slipknot (self-title) virou disco de platina, o primeiro disco platinado da Roadrunner, tornando a banda o ícone maior da gravadora.
Por causa do grande sucesso de seu disco homônimo, a segundo projeto do grupo era muitíssimo aguardada no meio musical. Porém, Iowa, o segundo disco do Slipknot, não agradou a todos e também não estreou em primeiro lugar na Billboard como esperado. Apesar de ter estreado em terceiro, e ter recebido criticas positivas por parte dos fãs, Iowa realmente não decolou. Depois de uma outra leva de shows e mais uma apresentação no Ozzfest, a banda deu um tempo em suas atividades para não causar muita superexposição, e também porque o grupo estava cansado das intermináveis tours. Durante esta folga doSlipknot, seus integrantes tiveram mais tempo para tocar seus projetos paralelos e atuar em outras áreas. O grupo criou seu próprio selo, a Maggot Recordings, e teve como primeira aquisição à banda Downthesun. Enquanto Jim Root e Mick Thompson trabalhavam em material solo, e Sid Wilson trabalhava debaixo do nome fantasia DJ Star Scream, Joey Jordison (atuando como guitarrista) trabalhava com um grupo chamado The Rejects e Corey Taylor iniciou uma banda intitulada Superego. Corey também contribuiu para a trilha sonora do blockbuster Homem-Aranha com uma canção solo, “Bother”. No verão americano de 2002, Joey se juntou ao guitarrista da fraca banda Static-X, Tripp Eisner, para formar o Murderdolls. Corey na mesma época reformulou sua antiga banda, Stone Sour, e lançou um ótimo álbum, aclamado pela críticae até por aqueles que odiavam o Slipknot.Porém o clima não era tão amistoso e fresco assim nas “férias” do grupo.Taylor afirmou no site oficial da banda que seus integrantes não se falavam há meses, e que seria melhor que cada um tomasse seu rumo.
No inicio de 2003, o Número 8 retirou suas palavras, e ainda por cima anunciou que um novo álbum doSlipknot estaria por vir. No meio do ano, os caras começaram a trabalhar com o fenomenal produtor Rick Rubin, considerado um dos melhores do ramo. No começo de 2004,o grupo fez uma tour preparatória para a Ozzfest e em Maio foi lançado o terceiro álbum da banda na Roadrunner, o muito prestigiado Vol. 3:The Subliminal Verses, considerado por muitos o melhor trabalho do grupo. Os caras ainda deram um “upgrade” nas máscaras, deixando-as mais futuristas. E então, novamente, o Slipknot seguiu sua rotina arrebatadora. Grandiosa tour e shows espetaculares por onde passam.




angra

Angra é uma banda brasileira de power metal, formada na cidade de São Paulo em 1991.

historia da banda:
A banda foi formada por Antônio "Toninho" Pirani, então proprietário da revista Rock Brigade e do selo Rock Brigade Records por volta de 1991, no auge do estilo metal melódico. Toninho convocou músicos e outros velhos conhecidos como o vocalista Andre Matos, com quem já havia trabalhado nos tempos de Viper como empresário. Os músicos Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Luís Mariutti (baixo), eMarco Antunes (bateria) completaram o time. A idéia era aproveitar a onda do power metal (ou metal melódico como o gênero ficou conhecido no Brasil) que estava bastante popular na EuropaJapão e no Brasil graças a nomes como Helloween e Gamma Ray, porém com uma identidade e influências brasileiras, dito folk metal brasileiro. ao todo a banda já vendeu mais de 5 milhões de discos no mundo todo
O nome significa deusa do fogo na mitologia tupiniquim, além de significar uma pequena enseada ou baía usada como porto natural. Além disso, também foi escolhido por parecer com o adjetivo em inglês angry, que significa "raivoso".
O quinteto ensaiou praticamente por um ano para lançar sua primeira demo tape, intitulada Reaching Horizons em 1992. No ano seguinte, ainda desconhecidos do grande público, o Angra viajou para o Japão para gravar seu primeiro LPAngels CryAngels Cry obteve boa repercussão tanto no Brasil como no exterior (principalmente no Japão). O álbum apresentava uma mistura de heavy metal e música clássica, sonoridade que marcou o estilo da banda.[4] Pouco antes das gravações do álbum, Marco Antunes deixou a banda, o que fez com que a bateria fosse gravada por Alex Holzwarth. Em seguida, Ricardo Confessori assumiu as baquetas do Angra.[5]
Depois de passar o ano de 1994 excursionando pelo Brasil, o Angra iniciou as gravações de seu novo álbum CD em 1995Holy Land, lançado em 1996, é o disco que trouxe à tona diversas influências brasileiras, sem, no entanto, deixar de lado o peso e a técnica do heavy metal. Isso valeu à banda ainda maior reconhecimento internacional, culminando em shows por diversos países europeus, como Itália,França e Grécia, além de proporcionar ao grupo mais um disco de ouro no Japão. No início do ano seguinte, a banda faria sua primeira turnê pelo Japão, um dos países no qual são mais populares. Como conseqüência de tantos shows bem sucedidos, foi lançado em 1997 o EP Holy Live, com quatro faixas ao vivo gravadas em Paris. A banda teve o videoclipe da canção "Make Believe" indicado para o MTV Video Music Awards de 1997, acabando como um dos mais votados.
O ano de 1998 marcou o início de mais uma produção do Angra. Com Chris Tsangarides na produção (que trabalhou, entre outros, comHelloween e Judas Priest), a banda antecipou seu próximo álbum com o single de três canções "Lisbon", lançado em julho daquele ano. O álbum completo, intitulado Fireworks foi lançado em setembro do mesmo ano, mostrando a banda menos voltada para os ritmos brasileiros e mais dedicada ao heavy metal. Durante a turnê do álbum, os problemas de relacionamento com o empresário Antônio Pirani se agravaram, resultando em conflitos internos.
Os problemas fizeram com que a banda se separasse em 1999.


Reformulação

Após diversos desentendimentos com Pirani, Andre Matos, Ricardo Confessori e Luís Mariutti saíram da banda em 2000 e no início de 2001, uma nova formação era anunciada com Aquiles Priester (bateria), Edu Falaschi (vocal) e Felipe Andreoli (baixo). Edu Falaschi era líder da banda Symbols, criada junto com seu irmão Tito Falaschi. Felipe Andreoli, por sua vez, era baixista do grupo Karma, e ainda faz parte desta formação. Já Aquiles Priester, fundou o grupo Hangar, no qual se encontra até hoje.
Assim, o Angra voltou às atividades no ano de 2001 com o lançamento mundial do disco Rebirth no mês de outubro. O nome do álbum, que significa renascimento em português, remete à nova fase vivida pela banda a partir do primeiro semestre daquele ano e foi gravado no Brasile na Alemanha pelo renomado produtor Dennis Ward.
O quinteto ingressou num processo de divulgação do disco, realizando em várias capitais brasileiras e na América do Sul, culminando com um show na casa Via Funchal, na cidade de São Paulo, em 15 de dezembro. Em menos de dois meses, Rebirth já havia atingido o número de 100 mil cópias vendidas em todo o mundo.
Em janeiro a banda voltou ao estúdio, novamente sob o comando de Dennis Ward, para gravar o mini-álbum Hunters and Prey e a canção "Kashmir" para um tributo ao Led Zeppelin. O álbum trazia algumas faixas novas, além de versões acústicas das canções "Rebirth" e "Heroes of Sand". Trazia também um cover de Genesis, com a canção "Mama".[11] Logo após as gravações, a banda ainda participou de um show ao ar livre em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro, realizado no Center Norte, contando com um público de cerca de 12 mil pessoas.
Depois de participar de inúmeros programas de rádio e de TV (incluindo uma aparição no Altas Horas, da Rede Globo, e Musikaos, da TV Cultura), o Angra finalizou a edição do primeiro vídeo clipe do disco Rebirth. A canção escolhida foi a faixa título, e tem como base as imagens gravadas no show acima citado, realizado em São Paulo.


Turnê pela Europa

Em março do mesmo ano a banda embarcou para mais uma turnê pela Europa. Foram 18 apresentações em sete países: ItáliaAlemanha,FrançaEspanhaHolandaBélgica e Suíça, sempre contando com o Silent Force como banda de abertura.
De volta ao Brasil, no início de abril foi retomada a turnê sul-americana, com três shows no interior de São Paulo que totalizaram público de cerca de 25 mil pessoas.[carece de fontes] Em paralelo, novos produtos com a marca Angra chegaram ao mercado. Um deles é o songbookde Rebirth, com as partituras e tablaturas para guitarra de todas as canções do disco. O livro, de 116 páginas, traz ainda um glossário explicando as principais figuras utilizadas nas tablaturas, facilitando sua utilização por músicos ainda pouco familiarizados com essa simbologia. Também foi lançada, em edição limitada produzida pelo fã-clube do Angra, uma fita VHS com cerca de 80 minutos de duração trazendo o show que a banda realizou no Rio de Janeiro e cenas extraídas dos arquivos pessoais dos músicos da banda.
Em maio foi lançado o EP Hunters and Prey, que, a exemplo de Rebirth, tem arte de capa assinada pela artista plástica portuguesa Isabel de Amorim. O disco conta com oito canções e mais uma faixa interativa, com o clipe da canção "Rebirth". Dentre as canções, encontram-se novas composições, versões acústicas, um cover para a canção "Mama", do Genesis, e uma versão da canção "Hunters and Prey" com letra em português, que recebeu o título "Caça e Caçador".
Antes de embarcar para mais uma empreitada internacional, a banda gravou uma versão heavy metal e um clipe da canção "Pra Frente Brasil". O vídeo foi exibido pelo canal esportivo SporTV durante a Copa do Mundo de 2002 e continua sendo veiculado no canal Multishow.
Em junho a banda esteve mais uma vez no Japão, onde fez cinco apresentações nas cidades de NagóiaTóquioOsaka e Hiroshima, entre os dias 19 e 24. No dia 14, o Angra foi a primeira banda de heavy metal sul-americana a se apresentar em Taiwan, em um show na cidade de Taipé.


Divulgação na mídia

Várias rádios, como 89FM e Brasil 2000 (São Paulo), FM98 (Belo Horizonte), Cidade (Rio de Janeiro) e Cidade e Transamérica (Recife), incluíram canções do quinteto em sua programação. Também na TV o grupo teve ampla exposição, como nos programas Zapping Zone(Disney Channel, do qual participou duas vezes), Pirata Urbano (AllTV, no qual o bateu recorde de audiência do programa e ganhou uma reprise na semana seguinte), Programa do Jô (Rede Globo) e uma nova participação no Altas Horas (Rede Globo).
No segundo semestre, o Angra participou com destaque em dois dos principais festivais de verão europeus. O grupo tocou no dia 27 de julhono Rock Machine, na Espanha, e no dia 2 de agosto no tradicional Wacken Open Air na Alemanha. Na volta, a banda prosseguiu em sua maratona de shows, se apresentando em diversas cidades brasileiras e visitando outros países sul-americanos como Equador e Colômbia. Em novembro se apresentaram pela primeira vez nos Estados Unidos e no Canadá.
Com um show para cerca de 7 mil pessoas no Credicard Hall em dezembro de 2002, o grupo promoveu o lançamento do CD ao vivo e do DVD Rebirth World Tour Live in São Paulo, encerrando a turnê mundial, que totalizou mais de 100 shows realizados no BrasilAmérica LatinaAmérica do NorteEuropa e Ásia.
Fizeram parte do fecho da turnê mundial três festivais de verão europeus, Viña Rock (Espanha, em 3 de maio),[12] Sweden Rock (Suécia, em 7 de junho) e Gods of Metal (Itália, em 8 de junho), nos quais a banda teve oportunidade de mostrar sua apresentação para dezenas de milhares de fãs. Na Espanha, eles se apresentaram em um festival aberto a diversos estilos musicais, atraindo assim a atenção de um público eclético.O festival italiano, como o nome diz, sempre apresenta os principais nomes do heavy metal mundial. Finalizando a turnê, o Angra foi a atração principal do Festival Pop Rock, considerado o maior evento do gênero no Brasil, realizado em 9 de agosto em Belo Horizonte.


Temple of Shadows

Em 2004 foi lançado Temple of Shadows, um álbum conceitual que narra a saga de um cavaleiro das Cruzadas conhecido como "The Shadow Hunter", e que se passa no final do século XI. O encarte conta com a arte assinada novamente por Isabel de Amorim, e possui formatação de livro, narrando a história por trás das letras. Antes de cada letra de canção há pelo menos um parágrafo explicando a situação ou os fatos que se passam em cada canção. Dennis Ward foi novamente chamado para gravar, produzir e mixar este álbum.
Mais uma vez, houve elementos da canção brasileira no som da banda. Há, inclusive, uma faixa com partes cantadas em português, na voz do cantor Milton Nascimento. Além dele, outros convidados especiais que participaram do projeto incluem os vocalistas Kai Hansen(Gamma Ray e ex-Helloween), Hansi Kürsch (Blind Guardian), Sabine Edelsbacher (Edenbridge); o percussionista Douglas Las Casas, apianista Sílvia Góes, um quarteto de cordas para as partes orquestradas e o violoncelista Yaniel Matos.
A vendagem total do álbum ultrapassou as 200 mil cópias e garantiu mais de 50 prêmios para a banda.
No ano de 2005, dezenas de shows foram feitos pelo mundo (acrescentados aos do ano anterior, que fizeram com que a Temple of Shadows Tour tivesse mais de 100 concertos realizados), inclusive com a abertura do Nightwish no Japão.


Aurora Consurgens

Após meses de espera e cerca de quase 6 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, é lançado em novembro de 2006, o álbum Aurora Consurgens caracterizado por ser uma comemoração dos 15 anos da banda e possuir elementos de todos os seus discos anteriormente lançados (coisa que se refletiu na turnê). Baseado no livro homônimo, o álbum possui mais uma vez a capa feita pela portuguesa Isabel de Amorim e aborda uma temática mais voltada aos distúrbios mentais e psicológicos.


Segunda crise

Além da baixa repercussão do Aurora Consurgens, brigas internas e discussões com o empresário Toninho Pirani, levaram novamente o Angra às manchetes dos principais órgãos de imprensa do Metal.
Para piorar a situação, Pirani também se envolveu em diversos problemas (inclusive legais) que culminaram na reformulação total da revistaRock Brigade com redução drástica na tiragem e a troca de diversos colaboradores "das antigas", que também participavam diretamente de atividades envolvendo o Angra.
Com sérios problemas financeiros e brigas internas, o Angra encarava a mesma crise vivida na época de Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori. Na época, chegou a se especular a troca do empresariamento da banda, encerrando uma parceria de 15 anos entre o Angra e Toninho Pirani, detentor dos direitos do nome da banda. Porém, o que se confirmou foi a saída do baterista Aquiles Priester, após declarações bastante polêmicas ao longo de 2007 e 2008.


Retorno

Em recentes entrevistas, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro afirmaram que o Angra estaria de volta entre abril e maio de 2009, com uma turnê para marcar o recomeço das atividades da banda. Loureiro, inclusive, chegou a anunciar a gravação de um novo disco, que seria lançado em 2010, tendo agora, Monica Cavalera (Ex- Mulher do Iggor Cavalera - ex-sepultura, atual Cavalera Conspiracy) como empresária.
Em 2009 o site da banda, em construção, estampava como título do site a frase "Bring the sunrise again" (traduzido do inglês como "Traga o nascer do sol novamente"), um verso da canção "Nova Era", o que indicava um possível retorno. No dia 12 de março de 2009, o site do Angra retornou ao ar, com as frases Look Who's Back (Olhe quem está de volta, em português) e Back to Life ("de volta à vida", também um verso de "Nova Era"). A formação da banda trouxe o retorno do baterista Ricardo Confessori, que fez parte do Angra entre 1993 e 2000, quando criou o Shaman. Confessor retomaria o posto que foi ocupado por Aquiles Priester, que atualmente se dedica integralmente aoHangar.
Em 12 de março de 2009, o site da banda passou a informar que o Angra faria uma turnê em conjunto com a banda Sepultura. A turnê passaria pelo Brasil no mês de maio pelas cidades de Recife, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Ourinhos, Rio de Janeiro, Vitória e Governador Valadares.
Em 2010, a banda iniciou as gravações de seu novo álbum, intitulado Aqua, que foi lançado no segundo semestre. As gravações foram realizadas no Norcal Studios, em São Paulo..
Em fevereiro de 2011 a banda fez uma turnê pela Europa divulgando o álbum Aqua, tendo como banda de abertura a banda Kattah, produzida pelo vocalista Edu Falaschi.
Também em 2011, o Angra completa 20 anos. A banda tocou junto com Sepultura, Metallica, Tarja Turunen, entre outros artistas no dia do Metal no Rock In Rio IV(25/09).


Plágio

Em 19 de abril de 2011 os integrantes Kiko Loureiro e Felipe Andreoli acusaram o grupo Parangolé de plágio em um riff da música Nova Era. Os integrantes trocaram farpas no Twitter com o vocalista da banda, Léo Santana. Em retaliação, usuários do microblog colocaram a tag #Parangolixo nos Trending Topics Brasileiro A assessoria da banda Parangolé informou a um site que as Editoras que cuidam das músicas dos grupos envolvidos estão conversando para resolver o impasse. Já a assessoria da banda que acusou o plágio, informou que irá se reunir com os integrantes para ver quais providências irão tomar sobre o assunto.